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Pelo fim do honorário eleitoral

Nagoya, procurado por injúria e blefe em 17 países

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Pelo fim do honorário eleitoral

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voto consciente

Chega de votar com o coração, meu povo, devemos votar com a cabeça! Eis uma proposta de reforma do sistema eleitoral: é necessário diminuir a duração do horário político e acabar com qualquer propaganda na TV e no rádio. Nada de cartazes, santinhos, camisetas, bonés, ou seja lá o que for. Em vez disso, o que aconteceria? Cada cidadão adulto e alfabetizado receberá de cada coligação partidária um relatório por escrito, resumindo suas idéias e propostas. Somente após ler todos os relatórios, ele escolherá seus candidatos, de maneira lúcida e absolutamente racional.

A vantagem do material impresso é que o efeito semiótico de maracutaias marketeiras é drasticamente reduzido. Nada de música incidental bonitinha, jingle grudento, câmera lenta, pessoas que "conhecem" o candidato dizendo o quanto ele é bom-samaritano-anjo-na-terra-salve-salve. Para cargos "menores", há o problema do gasto. Por exemplo, São Paulo tem 26 milhões de eleitores e 1800 candidatos a deputado estadual. Nesses casos, mesmo que se transcrevesse para o papel o conteúdo miserável da campanha que cada um desses candidatos faz na TV, o gasto seria maior - e não queremos isso, não é mesmo?. Enfim, infelizmente o legislativo continuaria (por enquanto) nos meios audiovisuais.

"Por enquanto" porque a INTERNEST ainda não consegue alcançar todo mundo.

Todo, TODO candidato a qualquer cargo teria obrigatoriamente uma página na internet, no formato atual ( http://www.nomedocandidatonumerodocandidato.can.br ), com um número mínimo de propostas. Um portal durante as eleições teria links para as páginas de todos os candidatos, subdivididos por legenda partidária e estado (ou cidade, dependendo da eleição), em ordem alfabética ou numérica. Abaixo do link para o candidato, uma breve descrição sobre o mesmo - coisa de uma ou duas linhas, talvez com sua proposta principal. Ou com aquela baboseira da TV, "pela justiça e contra a corrupção, vote em Sérgio Betoneira". O problema é dele.

Terminais de acesso exclusivo ao portal estariam disponíveis em todo local de acesso público e gratuito à Internet, bem como uma série de computadores nos TRE e em outros locais. Nas zonas eleitorais, quem sabe.

Acaba o voto dos analfabetos. Eles não são uma massa de manobra lá muito efetiva, já que o voto deles é facultativo - e basta decorar como se assina o próprio nome pra ser considerado alfabetizado, e não é porque o sujeito não sabe escrever que ele não vá saber pensar. Mas enfim, limitando parte dos candidatos à escrita não tem jeito. Proibição de voto neles, com pesar no peito e lagriminha no canto do olho.

E aqui uma proposta que ficou de fora por razões racionais, mas que cairia perfeitamente num país onírico e dadaísta como o nosso Brasil:


"Mais ainda: para ser eleitor, o cidadão deverá primeiro fazer uma prova para confirmar sua capacidade intelectual. Não precisa ser gênio, mas são excluídos aqueles capazes de barbaridades como 'menas', 'umilde', 'oji endia', "prelcopado", 'orríveu', 'miguxo', 'foteenha', 'naum', e 'as acusações contra o Lula são uma conspiração das elites'.


E é isso, amizade. Enquanto não acontece, mande um ZERO redondinho para a urna eletrônica. Não pela falta de opções, não pra forçar uma nova eleição em caso de número absurdo de votos brancos/nulos (isso não acontece), mas porque não dá pra saber as propostas dos candidatos com esse modelo atual imbecil. Se é que existe alguma.

Ou que pelo menos se volte ao modelo de 89, com debates em auditórios silvio-santescos, ótimo humor e muita palhaçada. Não edificava, mas era um bom entretenimento.
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