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Nagoya, procurado por injúria e blefe em 17 países

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April 7th, 2007

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http://bardocelar.wordpress.com/

E é isso aí, tchau e bênção

December 27th, 2006

Que viagem, bicho

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fuja dos apertos de fim de ano com o
DOSSIÊ NAGOYA PARA VIAJANTES 2006



Muito bem. A primeira coisa a fazer antes de viajar é decidir qual será a porra do destino. Não vou adentrar nesse quesito porque existem mais destinos do que é humanamente possível contar e, assim sendo, acho melhor confiar no teu julgamento.

Também não quero delongas em outras questões importantes porém sacais, como que roupas levar (se é verão no local leve roupas leves e umas duas peças pesadas para garantir, se é inverno faça o oposto e se o local é Curitiba leve meio a meio e mais uma roupa de mergulho para caso de inundação), quantas roupas levar (dois conjuntos completos para cada três dias é mais do que suficiente para homens, mulheres vão levar quatro vezes esse número independentemente de conselhos meus ou de qualquer outra pessoa) ou que coisas evitar (balas perdidas, brigas com nativos em geral, affairs com menores de idade na legislação vigente), então vamos fingir que eu já passei por esses pontos - e, na verdade, acabei passando mesmo.

O que realmente interessa é o óbvio ululante que pulula nas mentes brasileiras há mais de um mês, ou seja: mas que diabo de meio de transporte vou usar para a viagem?

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PELO AR


Avião
Estamos no ano em que a Varig quebrou, a TAM só faz cagada e a queda de um avião da Gol resultou no pior acidente aéreo da história do país, além de escancarar problemas técnicos e orçamentários no controle de tráfego aéreo. Ainda assim tu quer ir de avião? Mesmo? Então tá.

O esquema aqui é que cada viajante deve se portar como mochileiro. Quer dizer: ter um material de acampamento (saco de dormir é essencial e um facão cai bem na terra sem lei dos aeroportos) e manter-se otimista frente às adversidades que VÃO ocorrer. O vôo vai atrasar, atendentes estarão mal-humorados, outros passageiros estarão mal-humorados, o vôo vai atrasar mais um pouco e, quando chegar, sairá lotado sem que tu sequer chegue perto dele e se duvidar os fogos de artifício que você ouvirá na virada de ano serão os tiros de aviso da tropa de choque chegando pra controlar a multidão enfurecida no Cumbica.

Apesar de tudo, o avião ainda é um dos meios mais práticos e seguros de viajar - o que é um tanto desanimador para o resto do texto, mas vou seguir em frente e espero que os digníssimos leitores me acompanhem.

Jatinho particular ou helicóptero
Essa, infelizmente, é uma alternativa limitada a ricaços ou poderosos do poder público republicano. Sendo o caso, regozije-se, não sendo, siga adiante ou recomece o jogo da vida e torça para tirar um 12 nos dados.

Se serve de consolo, nem os melhores aeromodelos de pequeno porte possuem Certificado Contra Infortúnio - que o digam Ulisses Guimarães e Herbert Vianna, entre outros.

Balão
Citando o Corpo de Bombeiros:

"Não solte balões. Eles são lindos quando sobem; quando descem, podem espalhar destruição. Deixe o céu para as estrelas."

Além do mais, vai que você faz merda e é obrigado a jogar dez quilos de pertences fora para ganhar altitude. Melhor não arriscar.

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PELA ÁGUA


Cruzeiro
Eis um jeito do caralho de viajar, se você tem um milhão de reais na conta bancária e seis meses de férias para ir daí a mil quilômetros adiante. Obviamente as empresas de turismo descobriram que o brasileiro médio é muito menos abastado e hoje em dia existem opções bem mais em conta para o povão, algo como 400 doletas por uma viagem em círculo de quatro noites para um casal no resort flutuante, com refeições inclusas.

Essa coisa de se bandear por aí beeem devagaaaar, tendo apenas o horizonte em vista e o ponto de partida como chegada exerce fascínio em algumas pessoas - especialmente naquelas que não estavam realmente afim de viajar.

Jangada e afins
Muito utilizado por hermanos da ilha de Cuba que se aventuram para o norte e por amazonenses para chegar aos vizinhos. Trabalhoso, cansativo e pouco seguro, este meio de transporte não é recomendado de maneira alguma - o problema é que, dependendo do buraco onde tu esteja ou aonde pretende se meter, não há outra opção a não ser o...

Nado
Alguns seres humanos são capazes de proezas físicas fantásticas, como atravessar o Canal da Mancha em umas 12 horas.

Só que o Le Manche tem 35 quilômetros, distância provavelmente muito menor do que até o lugar pra onde tu quer ir.

Conclusão: mesmo que dê pra chegar lá exclusivamente via mar/rio, não vá nadando. Além de tudo vai ser muito, muito, mas muito difícil mesmo levar alguma bagagem.

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POR TERRA


Carro
Opção escolhida e odiada por 84% dos braseleros que vão sair ou já saíram de casa, registra aumento devido aos problemas no setor aéreo.

Carro é uma beleza: o cara decide o horário da viagem, checa o bicho todo antes de sair, troca o óleo, os pneus das rodas (de aro maior do que de fábrica, lógico), não bebe há uma semana pra não prejudicar os reflexos, reza todo dia pra São Cristóvão e, mesmo assim, vai se ferrar na estrada. As chances de engarrafamento são tão grandes que no ano que vem a Caixa Econômica vai lançar a Loteria do Asfalto, em que ganha quem acertar qual rodovia terá tráfego livre durante a semana (chance de acerto é de uma em quinze milhões).

Enfim, se tu for de carro e acontecer uma chatice dessas, mantenha a calma e o sossego, vai na manha quando o trânsito voltar a andar. Tá todo mundo na mesma situação - ou numa pior, já que engarrafamentos não surgem do nada.

E olho vivo nos buracos, que só estão esperando a melhor hora pra saltar daquele tapamento escroto que foi feito e dar o bote na roda da tua charanga.


Ps: pra moto e bicicleta é tudo igual. Dá pra escapar do engarrafamento pelo acostamento, isto é, se o encostamento não estiver engarrafado também. Tá feio o negócio.

Ônibus
Primeiro: saiba se a companhia anda competente nos últimos tempos, sem atrasos em dias de pouco movimento e outras complicações, porque senão você vai dançar bonito - confusão de aeroporto e tráfego de rodovia, o pior dos dois mundos.

Deixando isso de lado, pode ir tranqüilo. Bem, mais ou menos, porque os ônibus também devem estar lotados e vai ter criança chorando por falta do que fazer e gente passando mal e deixando o banheiro e as duas últimas fileiras de poltronas em estado de calamidade por toda a viagem. Aproveite para fazer um documentário e envie para a Regina Casé.

Trem
Ah, o trem, meio de transporte glamouroso e eficiente que acabou sucateado por Juscelino Kubitschek e os que se seguiram a ele. Hoje em dia são tão poucos os itinerários cobertos por trem que mal vale a pena tentar.

Pro aventureiro chinelagem de plantão, uma opção é ir de penetra num bonde de carga qualquer. Mas hoje não é tão fácil quanto já foi: as ALL da vida prezam mais pela integridade total dos materiais transportados e têm homens a postos para descer o cacete na gurizada que encontrarem - e vão encontrar, a não ser que o cara desça no meio de um matagal desgraçado, daqueles que levam a espécies animais não catalogadas e uma saudade tremenda da civilização.

Cavalo, mula e outros
Tu é tropeiro? Não né? Então deixa quieto.

Carona
A carona sempre foi o método do bicho-grilo, do cara que sai pelo mundo só com a roupa do corpo e uns baseados na bagagem. É muito difícil precisar o destino da viagem quando esse é o meio escolhido - atualmente, apenas o avião tem maior grau de incerteza. Pode ser útil se tu não consegue escolher para onde quer ir, seja por causa da maconha ou não.

O bom é que, com tanto engarrafamento nas estradas, vai ser fácil achar quem lhe dê carona. O ruim é que isso não vai te levar a lugar nenhum durante algum tempo.

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E isso é tudo. Nada de muito bom, mas fazer o quê. Escolha um dos veículos, boa sorte e até logo.

December 24th, 2006

Feliz Natal e bom 2007

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Ou o mundo será de todos, ou não será de ninguém.



(na verdade pretendo postar um pouco mais antes do fim do ano, mas essa tirinha dos malvados era muito boa pra não ser copiada na cara dura)

December 15th, 2006

Frase do dia

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Emocentro é um lugar onde as pessoas doam sangue cortando os pulsos.

December 4th, 2006

Recomendadíssimo:

Cervejaria da Vila
Mateus Leme, 2631

Especializado em Eisenbahn, vários tipos de chopp Lager e Ale, excelentes. Possuem a particularidade de fazer o cidadão sair correndo sem aviso prévio.

Hum... pensando melhor, essa particularidade deve ser minha mesmo. Saí correndo d'O Torto (para onde tinha ido com os patrícios de copo após a degustação de Eisenbahn) para outro lugar, não sei por qual motivo, e não voltei mais, deixando amigos preocupados com a minha integridade física. Fui encontrado depois, no Wonka.


Algumas ponderações sobre o ocorrido:


. O individuo realmente parecia movido a álcool - burntype
. Corre, Forrest! - masterman
. Certamente correu para não pagar a conta - chico
. Da próxima vez vamos amarrar o cara no pé do boteco pra ele não fazer isso de volta - grimreaper
. hjkhsajkhjkgfgdsa eu estou aqui com as meninas - nagoya, bêbado






* cervejas tomadas em homenagem a Milton Friedman, Ferenc Puskás e Robert Altman, que faleceram num intervalo de 5 dias durante o tempo em que eu não postei nada aqui. não que eu não fosse tomar as cervejas, de todo jeito.

November 15th, 2006

E-talk do dia

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(16:50:15) E aí, vamos ver o jogo da seleção dunguesa - digo, brasileira?
(16:50:47) Não, vou na novena
(16:51:23) Porra, mas e o jogo porra
(16:52:12) Ah, mas é amistoso, nem vale nada
(16:52:34) Novena também, é só preparação pro dia do Juízo Final
(16:53:40) ...
(16:53:58) ...
(16:54:25) ...Tá, vamos ver o jogo

October 20th, 2006

All I want to do is rock

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Você é um sujeito arredio, solitário, desconfiado, apático ou misantropo? Em outras palavras, passa as noites em casa sem fazer merda nenhuma? Bem-vindo ao

DOSSIÊ NAGOYA DA BALADINHA ROQUEIRA
Caindo na gandaia com qualidade


1. Vestuário
Ok, o normal seria começar definindo o sub-gênero que você pretende ouvir e as conseqüências dessa escolha, mas tenho certeza que você não quer sair de pijama, certo? Além do mais, uma vantagem é que todas as vertentes do rock admitem a seguinte combinação básica: jeans (escuro, de preferência), camiseta preta, allstar preto e jaqueta de couro preta. Com isso você passa despercebido em qualquer meio, o que é bem melhor do que errar na escolha e ser motivo de risos pela noite inteira.


2. Bebida
A cerveja é a bebida oficial do rock. Só pra deixar claro. Vamos em frente.


3. Enfim, os estilos

3.1 Alternativo
Atualmente em moda (a ironia, a ironia), os lugares onde se toca rock alternativo são moderadamente baratos e a música é de excelente qualidade. Opções para a roupa são tênis e casaco esportivo Adidas. Troque seu óculos por um de aro quadrado e grosso, também. Ou diga que isso tudo é uma merda massificada e faça a combinação mais bizarra que conseguir - vale chapéu coco azul, colete de lã com motivo xadrez, calça social.

Para engatar um papo legal com a mulherada: leia a Q Magazine e o site Pitchfork Media sempre que puder. Lembre nomes como Pixies, The Cure, Smiths, Radiohead, Joy Division, Velvet Underground, Weezer; Franz Ferdinand, The Killers, White Stripes, Arcade Fire, Bloc Party. E, pra fingir que está por dentro, Architecture in Helsinki e Of Montreal. Se esse parágrafo já te assustou, pode ser melhor rolar os olhos para as opções abaixo que, no geral, não são tão xiitas em relação à música.

Perigo: beber demais e tomar um golpe na retaguarda do lado GLS da coisa - os alternativetes são um povo liberal. A não ser, é claro, que você curta isso. Aí vai fundo, camarada.


3.2 Hardcore
Teve seu auge há uns 5 anos atrás, mas ainda é fácil encontrar casas especializadas nesse tipo de som. Moderadamente barato. A música é marcada por um pa-pa-pa-pa contínuo e rápido, como se fosse um exercício de bateria com o metrônomo em Presto Vivace. Já que tudo soa parecido, é fácil de reconhecer. Roupa: tire o casaco de couro, coloque um boné e troque a camiseta preta por uma colorida com motivo de banda.

Para engatar um papo legal com a mulherada: conhecer algumas bandas clássicas como Dead Kennedys, Bad Brains, Misfits e algumas mais recentes como NOFX, Millencollin e Pennywise já basta. Surgindo uma deixa, diga que Melt Banana é revolucionário. Ser o rei do Mosh na pista e sempre, sempre pular do palco da banda vai te deixar com moral.

Perigo: tomar um cacete ao falar bem (ou mal!) de Blink 182 ou Charlie Brown Jr. Lembre-se de que skates são armas potencialmente perigosas e evite comentários sobre bandas assim, a não ser que a menina comece o assunto. A dica é: se tocou na Malhação, tenha cuidado.


3.3 Emo
A maioria dos emos não têm idade para entrar em casas noturnas. Próximo.


3.4 Metal
Sempre obscuro, famoso por seus adeptos mal-encarados. Se a tua cara também é de cachorro louco, pode ser uma boa. Tirando o gasto, que é barato, o Metal é um ambiente marcado pelo excesso: bebida pra caralho, som alto pra caralho, briga pra caralho. Ao se vestir, troque o tênis por um coturno e coloque umas pulseiras com espinhos. Não coloque camiseta de banda, por motivos que serão explicados abaixo. Certifique-se de ter cabelo e barba compridos. Jaqueta de couro velha vale pontos extras.

Para engatar um papo legal com a mulherada: atenção, NÃO fale de bandas e evite qualquer coisa que possa te associar a alguma banda. Existem cerca de sete mil e duzentas subdivisões de Metal existentes (Black, Death, Heavy, Doom, Folk, Gothic, Power, Thrash, Indutrial, Nu, Stones, White, Melodic et cetera) e você VAI falar merda. A não ser que já saiba o que está fazendo e, nesse caso, por quê está lendo essa porra?

Bom. Como o som da banda obscura (muitas vezes européia, o que no Metal não implica em entrada cara) que estará tocando é alto, gritar qualquer coisa para uma mulher é um meio eficiente de descobrir se há interesse ou não. Se ela te xingar, te chutar ou fizer gestos ofensivos, caia fora. Se ela sorrir ou consentir com a cabeça, está afim e pode sair coisa boa dali. No intervalo entre as músicas, beba bastante e fale pouco.

Perigo: tomar uma coça sem motivo aparente. Eu avisei, brigas pra caralho.


3.5 Punk Rock
A opção mais barata de todas, por tratar-se de uma ida numa garagem fuleira onde tocará uma banda fuleira. No Punk o que vale é a simplicidade: parede revestida de caixa de ovo pro isolamento acústico, caixa de som falhando, cerveja de segunda servida em copo de plástico. Coloque coturno, rasgue a calça e estrague a camiseta de todas as maneiras imagináveis para ter a vestimenta perfeita. Jogando uma camisa xadrez de flanela por cima ainda dá pra passar por Grunge em outra festa - isto é, se o teu cabelo moicano não estiver armado, e se você achar alguma festa Grunge.

Para engatar um papo legal com a mulherada: até vale falar de The Clash, Sex Pistols ou algum dos vultos das coletâneas Nuggets, e é bem capaz de tu pegar o baixo daquele carinha desmaiado no canto do "palco" e ganhar aplausos dos entusiastas do DIY (do it yourself); mas o quente mesmo é estar por dentro da cultura underground. Você sabe - colar lambs subversivos, vender artesanato ruim no sinaleiro, fazer teatro de rua, ler Caros Amigos. A gata se apaixona na hora, vai por mim.

Perigo: sair da festa esclarecido sobre as maquinações imperialistas, vociferar palavras de caos contra a lei vigente e acabar preso com drogas desconhecidas no bolso - não só por você, que não lembra como elas pararam ali, mas também pela comunidade científica, que não sabe que porra é aquela.


3.6 MOD
Barato, o que toca são músicas no estilo das clássicas da "velha guarda" - seja ao vivo ou numa gravação ruim em som mono. Algumas festas Mod são mais restritivas e você pode ficar seriamente deslocado se não usar um terno velhaco, de brechó mesmo, e aquela boina tipo inglês ou alemão que pertenceu ao seu bisavô golfista.

Para engatar um papo legal com a mulherada: pode ir pra música sem medo, uma vez que envolve coisas simples como Beatles, Kinks, Roberto Carlos (enquanto novo, obviamente) e Cachorro Grande. Fique familiarizado com a banda Mod queridinha da tua cidade (o que deve acontecer na primeira ou segunda noite, no máximo) pra garantir. Ter um mavecão cuidado rende vários pontos.

Perigo: paradoxo temporal, começar a gostar gostar das mesmas coisas que o seu pai gosta.


3.7 Hard Rock
Há anos que o que rola é o Hard Rock Poser (já chegaremos a isso). É caro: se você for durango, esqueça. O esquema é regado a Jack Daniel's, carrão esportido importado, Harley-Davidsons e afins. O item especial do vestuário é a calça separa-as-bolas, justinha, que o cara só consegue vestir pulando. Aproveite para fazer chapinha e implante de cabelo para deixá-lo comprido e liso, se já não for.

Para engatar um papo legal com a mulherada: pague Jack Daniel's, dê carona no carrão importado, essas coisas. Siga em frente daí. Música? Já se foram os dias de Rolling Stones e AC/DC, o Hard Rock Poser trata de tipos como Stone Temple Pilots e Creed (sacou agora o cabelo comprido). Quem se importa com eles?

Perigo: nenhum. Quem tem grana tem tudo, já dizia o imperador romano Roberto Justus.

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E é isso aí. Se você quer sair mas não ficou interessado por nenhum dos estilos apresentados, é sinal de que você deve odiar música. Provavelmente ouve sertanejo, eurobeat, algo assim.

Caso contrário, vá curtir um pouco que só se vive uma vez.

October 13th, 2006

Sexta-Feira PT

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Alckmin e correligionários protegem-se contra a urucubaca: "muito bem, vou ao banheiro. Se eu não voltar em 5 minutos, entrem atirando"


Hoje é o dia mais perigoso do ano para o candidato tucano, que decidiu adiar a agenda de campanha da manhã para passar por uma sessão de descarrego com a mãe-de-santo Ajagun Tolá na Parada de Taipos, Zona Norte da capital paulista.

Segundo amigos, Geraldo Alckmin ficou mais apreensivo desde a divulgação dos novos números da pesquisa eleitoral. "[Alckmin] teme uma zica na transmissão do programa político dele de hoje, algum problema repentino de saúde, acidente de trânsito, tudo. Pelo sim, pelo não, achamos melhor fazer uma pausa", disse um acessor de campanha que não quis ser identificado.
Este cara dá um sentido diferente ao bordão.



Eu que não andaria na frente dele.

Por nada

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E uma vantagem inesperada da troca de domínio me foi notificada ontem, numa mesa de bar: o livejournal não é popular como o blogspot aqui no Brésil, então não é tão bloqueado na internet das empresas.

A equipe How I Made My Millions está sempre pensando em seus leitores (quando não tem nada melhor para fazer). Os patrocinadores agradecem.

October 12th, 2006

Bento XVI provando que tem sangue alemão


Bento XVI deve abolir o limbo, e crianças não-batizadas poderão ir para o paraíso

Um jornal britânico, o "Times", publicou reportagem sobre uma possível decisão do Papa Bento XVI que surpreenderá os católicos: ele deve abolir o limbo e anunciar a decisão nesta semana. Assim, crianças não-batizadas poderão ir para o paraíso, pois as almas dos mortos terão apenas três destinos possíveis: paraíso, inferno e purgatório.

O jornal diz que a decisão já foi tomada por uma comissão de 30 teólogos reunidos no Vaticano.

O limbo é o espaço em que, para o catolicismo, estão as almas das pessoas que não foram batizadas e não têm outro pecado que não o original e as almas dos justos que, mesmo sem pecados cometidos, não puderam ver a ascensão de Cristo ao Paraíso, tal como fizeram Abraão, Isaac e Jacó.



Ponderações:

1) O Papa é agora uma espécie de primeiro-ministro de Deus? Ou chefe da casa civil, quem sabe?

2) É retroativo?

3) Qual justiça é mais lenta, a católica ou a brasileira?

September 28th, 2006

Assim começa aquela cartinha que numa recente pesquisa ficou em terceiro lugar entre as mais desagradáveis surpresas recebidas pelo correio, atrás apenas de multas de trânsito e cobranças de órgãos múltiplos.

Também começa assim uma comédia em dois atos (primeiro e segundo turno), com 16 longas horas de duração e uma série de figurantes estranhos ou irritantemente simpáticos. Como a bela carta logo sai da adulação para a intimação, o jeito é parar de chorar e ver o lado positivo (?) da coisa toda.

Atenção: mesmo se tu foi sortudo/esperto o suficiente para escapar do serviço de mesário, sempre há a possibilidade de algum pobre coitado passar mal devido ao excesso de labor e o serviço secreto te convocar ali, no calor do momento. Como uma recusa lá está fora de cogitação, a não ser que o teu bolso - ou as tuas pregas - não tenham medo de nada, é melhor não se considerar a salvo até depois de votar e estar fora do alcance dos tentáculos da tua seção. Sem mais delongas, vamos ao


DOSSIÊ KIWIRANTE PARA O TRABALHO ELEITORAL GRATUITO - 2006
Aprenda a passar pelo dia mais hostil do ano com estilo


1- O poder é de vocês
Se você é iniciado no serviço, democrático idealista (argh) ou um imbecil completo, são grandes as chances de ter escolhido o cargo supremo da seção, a presidência da mesa. Chefe de um batalhão de 4 pessoas, suas responsabilidades são maiores - e, o que importa de verdade, seus poderes também. Basicamente, o presidente de mesa pode chamar qualquer pessoa da fila para trabalhar na seção na falta de um dos mesários e pode dar voz de prisão em caso de desacato à autoridade e outros crimes hediondos.

Se o marasmo pintar e os problemas não aparecerem, não há alternativa a não ser criar os problemas. Todo mundo precisa de um pouco de ação, não é mesmo? Então. Se a fila estiver grande é fácil, basta sugerir que um dos mesários vá almoçar ou dar aquela cochilada esperta; não vai demorar pra alguém se irritar e, se for um ser humano obtuso (como esperamos), descontar em você. Aproveite para ser babaca também e, se tudo der certo, outros eleitores ficarão putos da vida e aumentarão a discussão - pronto, efeito dominó a caminho. Capriche para que o evento tome proporções bíblicas e apareça no noticiário da noite.

Com pouca gente votando fica difícil ter a opinião pública da seção em peso a seu favor. Nesse caso, a manobra proposta é a substituição de mesário. Certeza que pelo menos um dos teus patrícios concordará alegremente em ceder sua cadeira dura para outro desafortunado, basta inventar os sintomas que o levarão para casa (pense nisso como a boa ação que compensa o que você vai fazer em seguida). Pode ser criativo, mas cuidado para não desconfiarem. Via de regra, citar febre tifóide ou toxoplasmose na ata não vai colar.

Feito isso, é hora de escolher o substituto. Lembre-se de que o objetivo é mostrar seu poder, o que não faz muito sentido se os outros estão colaborando. Portanto, intime ao trabalho a pessoa da fila que aparenta menos disposição para tal dever cívico. Caso ela se negue sem uma justificativa razoável, é uma prisão ou processo judicial a mais no seu score.

Se você não for o presidente da seção, é só aconselhar o presidente a fazer o que foi dito acima. Se ele não aceitar, promova um golpe de estado e volte ao primeiro parágrafo do item.

2- Proteste
Você é um adolescente rebelde? Usa roupas rasgadas, xinga o sistema e faz parte de comunidades subversivas no Orkut? Eis a sua chance de agir. Mas, por favor, nada de discursinhos anêmicos citando Noam Chomsky e pedindo a cabeça dos corruptos - para isso existe a internet. Se você vai usar a lábia, use direito: transforme-se num messias sindical dos mesários e lidere a classe à greve. Porra, as condições de serviço são insalubres e a refeição é uma merenda safada; vale dois dias de folga, tudo bem, mas quem foi que disse que tudo precisa estar ruim para uma paralisação ser levada a cabo?

O jogo aqui é o preparo prévio: deixe pronto para o dia um material com absolutamente toda a sorte de problemas pelos quais os servidores públicos de fim de semana passam e entregue a eles o mais cedo possível. Se você já foi mesário não terá dificuldades em fazer o manifesto. Caso contrário, escreva o que der na telha mesmo. Certifique-se de usar os termos "desserviço", "afronta à dignidade", "insalubre" (essa é batata) e vai dar tudo certo.

Articule uma reunião com um representante de cada seção da zona uma hora após a entrega da papelada e, a partir daí, a greve se cria sozinha. Espero que o governador do seu estado esteja concorrendo à reeleição, aí a rapaziada pode até pegar mais pesado que ele não vai chamar a cavalaria ou a tropa de choque de jeito nenhum.
Se as tuas habilidades sociais não são das melhores ou tu é um cara mais hardcore, existe outra bela opção: abrace o terrorismo como a um filho.

Um filho não planejado, tão racional quanto um muro e gentil feito o capeta.

Primeiro, defina o alvo. Explodir o eleitorado não é uma boa, é muita chinelagem e vai parecer uma cópia sem sal de Bagdá. Aliás, deixe os eleitores pra lá. Se quer zoar com eles, volte ao item 1. O nosso negócio aqui é com o sistema, compadre.

Como a greve já cobre pelejas com o pessoal do TRE e do estado em geral, esse lance trata das diabólicas maquininhas eleitoreiras - todo mundo sabe que não dá pra confiar em computador. Tu pode simplesmente surtar de uma hora pra outra durante o serviço, arrebentar os cabos daquele caixa automático de araque e arremessá-lo com tudo no chão. Ou nos paladinos do TRE, se você demorou o suficiente na atuação de loucura para que eles chegassem à sala.

Se você é mais esperto e tem aspirações a James Bond ou a ingressar na ABIN (haha), pense num jeito de destruir as cédulas e urnas reserva. Por quê? Porque depois você vai cortar a energia elétrica do prédio inteiro, compremetendo seriamente a votação. Assista a 24 Horas e leia os textos sobre arte sabotagem do Hakim Bey para ter algumas idéias a respeito. Pode ser divertido!

A má notícia é que será complicadíssimo. A boa é que, ao contrário da sugestão anterior, se tudo der certo você não irá preso.

3- Fight for your right to party
As opções de cima não lhe agradaram (o que significa que você deve ser uma pessoa normal, parabéns) ou você é um bicho grilo? Você já chegou atrasado no trabalho por ter saído na noite anterior e bebido todas? Pois bem, não deixe que a domingueira estrague teu fim de semana de farra!

Pra começar, chegue bêbado. Mas não muito, o dia é uma criança e você ainda tem 8h para encarar. E não esqueça de alguns preparativos básicos:

- Conhaque / Vodka
- Comida
- Aparelho de música
- Baralho

O essencial é a bebida, o resto se arranja quando os mesários estiverem mais alegres do que o normal. O truque é evitar a cerveja, facilmente identificável, e misturar a bebida alcoólica com as porcarias que vêm na bolsa-merenda do TRE pra fazer o aperitivo. O conhaque com o chocomilk passa por um Alexander ruim (o popular Chocoloco) e a vodka com os sucos dão algo que se assemelha ao Hi-Fi (o Tubão, velho conhecido do pinguço pobre, também chamado de Sambão).

Tenha em mente de que se trata de uma entrada: a quantidade de líquido fornecida pela justiça eleitoral é pequena, coisa de duas doses de "Alexander" e uma dose de "Hi-Fi" por pessoa. Alguém vai ter que conseguir mais bebida pra mistura, mas depois desse começo deve ser fácil. O mesmo vale para a comida, música, baralho e uma eventual sacola térmica com gelo, que nunca faz mal. Não esqueça de esconder as garrafas depois de servir.

Cante cem por cento das mulheres ajeitadas que forem votar (ou os homens, moças). Aparecendo um pé-de-cana, ofereça um trago pra "curar a ressaca". Se fizer sol vai até parecer um puta feriado na praia.




É isso. Divirta-se e depois me conte como foi. Quem sabe não sai um livro em 2008.


Pelé ostentando um baseado realmente grande

O sonho do gonzo vive, e não só no jornalismo bêbado de Fernando "alô você" Vannucci. Outro grande representante da resistência é a Desciclopédia, que é bem menos conhecida do que deveria e tem por objetivo "conquistar os exércitos brancos. Caso você seja o jogador dos exércitos brancos ou estes já tenham sido eliminados, seu objetivo passa a ser conquistar 24 territórios".

A Desciclopédia é uma sátira da... ah, todo mundo sabe de quê.

Dê uma olhada na lista de melhores artigos. Abaixo, trechos do artigo sobre o Pelé:



"Deus me disse pra levar um de cada animal, mas fez uma ressalva: 'leve apenas um Pelé...'"
- Noé sobre Pelé

Títulos e Premiações
  1. Membro honorário da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira número 10.
  2. Pelé participou de 17 Ralis Paris-Dacar, entre 1958 e 1974. Venceu nove (1958, 1959, 1962, 1963, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969), chegou em segundo em quatro e só morreu em duas edições.
  3. Pelé foi tetra-campeão mundial de xadres (1996 a 2000). Ganhou 11 desafios contra Gary Kasparov e venceu 25 vezes o computador Deep Blue. Na última partida, marcou um Xeque-Mate de trivela após receber passe do bispo.

Where bluebirds fly now

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Ok. O blogger, sei lá por que razões, não estava mais publicando meus posts. Como eu não faço a mínima idéia do que pode ser o problema e já estava ficando irritado pra cacete, resolvi mudar de casa. Republiquei quase todo o blog e, até agora, tudo certo e rápido.

September 1st, 2006


voto consciente

Chega de votar com o coração, meu povo, devemos votar com a cabeça! Eis uma proposta de reforma do sistema eleitoral: é necessário diminuir a duração do horário político e acabar com qualquer propaganda na TV e no rádio. Nada de cartazes, santinhos, camisetas, bonés, ou seja lá o que for. Em vez disso, o que aconteceria? Cada cidadão adulto e alfabetizado receberá de cada coligação partidária um relatório por escrito, resumindo suas idéias e propostas. Somente após ler todos os relatórios, ele escolherá seus candidatos, de maneira lúcida e absolutamente racional.

A vantagem do material impresso é que o efeito semiótico de maracutaias marketeiras é drasticamente reduzido. Nada de música incidental bonitinha, jingle grudento, câmera lenta, pessoas que "conhecem" o candidato dizendo o quanto ele é bom-samaritano-anjo-na-terra-salve-salve. Para cargos "menores", há o problema do gasto. Por exemplo, São Paulo tem 26 milhões de eleitores e 1800 candidatos a deputado estadual. Nesses casos, mesmo que se transcrevesse para o papel o conteúdo miserável da campanha que cada um desses candidatos faz na TV, o gasto seria maior - e não queremos isso, não é mesmo?. Enfim, infelizmente o legislativo continuaria (por enquanto) nos meios audiovisuais.

"Por enquanto" porque a INTERNEST ainda não consegue alcançar todo mundo.

Todo, TODO candidato a qualquer cargo teria obrigatoriamente uma página na internet, no formato atual ( http://www.nomedocandidatonumerodocandidato.can.br ), com um número mínimo de propostas. Um portal durante as eleições teria links para as páginas de todos os candidatos, subdivididos por legenda partidária e estado (ou cidade, dependendo da eleição), em ordem alfabética ou numérica. Abaixo do link para o candidato, uma breve descrição sobre o mesmo - coisa de uma ou duas linhas, talvez com sua proposta principal. Ou com aquela baboseira da TV, "pela justiça e contra a corrupção, vote em Sérgio Betoneira". O problema é dele.

Terminais de acesso exclusivo ao portal estariam disponíveis em todo local de acesso público e gratuito à Internet, bem como uma série de computadores nos TRE e em outros locais. Nas zonas eleitorais, quem sabe.

Acaba o voto dos analfabetos. Eles não são uma massa de manobra lá muito efetiva, já que o voto deles é facultativo - e basta decorar como se assina o próprio nome pra ser considerado alfabetizado, e não é porque o sujeito não sabe escrever que ele não vá saber pensar. Mas enfim, limitando parte dos candidatos à escrita não tem jeito. Proibição de voto neles, com pesar no peito e lagriminha no canto do olho.

E aqui uma proposta que ficou de fora por razões racionais, mas que cairia perfeitamente num país onírico e dadaísta como o nosso Brasil:


"Mais ainda: para ser eleitor, o cidadão deverá primeiro fazer uma prova para confirmar sua capacidade intelectual. Não precisa ser gênio, mas são excluídos aqueles capazes de barbaridades como 'menas', 'umilde', 'oji endia', "prelcopado", 'orríveu', 'miguxo', 'foteenha', 'naum', e 'as acusações contra o Lula são uma conspiração das elites'.


E é isso, amizade. Enquanto não acontece, mande um ZERO redondinho para a urna eletrônica. Não pela falta de opções, não pra forçar uma nova eleição em caso de número absurdo de votos brancos/nulos (isso não acontece), mas porque não dá pra saber as propostas dos candidatos com esse modelo atual imbecil. Se é que existe alguma.

Ou que pelo menos se volte ao modelo de 89, com debates em auditórios silvio-santescos, ótimo humor e muita palhaçada. Não edificava, mas era um bom entretenimento.

August 27th, 2006

Primeira FRAUDE

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ou textos fantásticos que a internest subestimou


Dossiê Fraude sobre as drogas esquisitíssimas
Não fique perdido em festinhas de descolados e publicitários - por Cardoso

É impossível precisar o exato momento em que o ser humano iniciou o seu duradouro - e por que não dizer eterno? - caso de amor com as substâncias alteradoras da consciência. Justamente por culpa dessa lacuna é que existem um bilhão, trezentas e vinte e quatro mil teorias tentando explicar esta relação que, convenhamos, é confusa pra caralho. Apesar dos avanços da ciência, até o presente momento somos incapazes de saber com certeza se o primeiro Neanderthal tentou levantar vôo correndo em um pasto louco de cogumelo ou se o primeiro Australopithecus se divertia tostando as pontas do bigode com aquele gordo e suculento bafão da cannabis. Isso, na verdade, nem é muito importante: já vai longe a época em que a maconha e os cogumelos eram o delírio do momento. Com o desenvolvimento da química e a expansão do tráfico de drogas, o mundo moderno tem todo um cardápio de pancas esquisitas e malucas para agradar aos mais sofisticados paladares. Para você não ficar completamente perdido em festinhas coalhadas de alternativetes e publicitários, trazemos até você o sensacional DOSSIÊ FRAUDE PARA AS DROGAS ESQUISITÍSSIMAS, que deve ajudá-lo a se mover com desenvoltura nas mais badaladas rodas da alta sociedade.

A

Anfetamina- Muitas pessoas tendem a acreditar que anfetaminas são drogas decadentes e horrendas, extremamente caras, bizarras e difíceis de serem encontradas no mercado. Pois bem: nem tudo isso é correto. Apesar de serem realmente bizarras, decadentes e horrendas, anfetaminas são extremamente baratas e muito fáceis de serem adquiridas. Em qualquer farmácia é possível comprar uma cartela de pastilhas para a garganta contendo benzidamida por menos de cinco reais. Em contrapartida, as anfetaminas têm três grandes defeitos. Primeiro, elas demoram pra caralho pra bater. Segundo, só funcionam em grandes doses misturadas com álcool. Essa combinação geralmente acaba mal: o cara bebe tanto achando que ainda não bateu que acaba vomitando tudo - inclusive as boletas. O terceiro grande problema é a ressaca supressora de sentidos, que pode se estender por períodos de até um mês. Se tem gente que chega a chorar quando enfrenta o segundo dia de ressaca de trago, imagine ficar quinze dias sem nenhum paladar. É de fuder.

B

Benzina - Ok, você tem que estar mesmo no fundo do poço pra perder tempo dando bafo por aí. Mas na hora do desespero, tem muito neguinho que curte. O cara geralmente cafunga na benzina quando tá dando uma festa improvisada justo num dos muitos períodos de "seca", já acabou o fumo, a bebida e o pó e aí alguém descobre na garagem uma latinha de benzina seminova dando sopa. Se você tem amigos desse tipo, uma dica: mantenha-os longe da sua irmã, do seu carro e principalmente do seu banheiro. Sério. Depois não diga que eu não avisei. A benzina tem esse mérito de deixar todo mundo noiado, violento e com um cheiro insuportável de combustível. Pior: não é só cheiro. Deixe aquele cabeludo que veio de carona com a sua ex começar a brincar com o Zippo pra ver o que acontece.

C

Cogumelos - Muito em voga em colônias hippie e em praticamente todo o estado de Santa Catarina, os cogumelos são cada vez menos visados pelo doidão moderno. Cogumelos são muito difíceis de serem achados, especialmente porque os hippies que os consomem com alguma regularidade costumam acordar muito, muito cedo mesmo para colhê-los. Além disso, são assustadoramente grandes as chances de você acabar com uma tremenda caganeira dos infernos mesmo que encontre o material quente. São raras as pessoas realmente capazes de fazer um chá de cogumelos decente hoje em dia, até porque a maioria delas já não consegue mais voltar de onde quer que tenha ido parar.

D

Daime - Beberagens e xamanismos são muito perigosos para o homem urbano cagalhão e as suas tensões pós-modernas. A utilidade desse tipo de droga ritualística é fazer com que você confronte (e vença) todos os seus demônios internos. Pois bem: tente comparar os demônios internos dos índios peruanos que passam o dia fazendo cesta de palha, caçando porco do mato e fudendo aquelas índias de peito mole com os demônios internos de alguém que nasceu e se criou em uma cidade com todas as suas regras de conduta, propagandas e rádios FM. Não é uma idéia muito boa. O homem urbano cagalhão procura as drogas para fugir de alguma coisa, não para enfrentá-la. Essa é a idéia central.

E

Ecstasy - Eis aqui uma droga idiota pra caralho, que ocuparia o trono da mais imbecil de todas as drogas se não fosse pela incontestável liderança da nicotina. Pense bem: o cara paga quase cinqüenta reais por uma pílula que vai fazê-lo ficar agitado feito um adolescente excitado pelas próximas doze ou quatorze horas. Se o cara tomar água de menos, o aumento galopante da temperatura do corpo pode cozinhar todos os seus órgãos internos. Se enxugar demais, pode morrer por intoxicação causada pela água. E como saber se aquela pílula contém mesmo algum MDMA? Pra terminar, o ecstasy tem a irritantíssima propriedade de converter os seus usuários em seres cheios de amor pra dar, o que significa que pode ser que você acorde amanhã com um braço peludo apertando o seu tórax e uma bruta dor de cabeça no rabo.

F

Freebase - Se você é um chinelão fudido que mora embaixo da ponte, é bem provável que você tenha fumado mais de uma vez aquelas pedrinhas amareladas que os caras chamam de crack. Agora, se você é um rapaz bem alimentado da classe média que anda com um monte de surfistas semi-analfabetos e umas minas que usam argolas como brinco, você misturou o farelo dessas pedrinhas num baseado e saiu por aí dizendo que deu uns tapas num freebase. É tão viciante, degradante e desagradável quanto o crack mas a malandragem juvenil nem se liga. Outro ponto importante é que 90% das vezes que um rapaz bem alimentado de classe média vai buscar uma rocha pra pipar, nosso simpático negociante vai vender só a borra de todas as borras - a preço de ouro - e o máximo que o cara vai conseguir é uma fulminante e persistente tosse seca.

G

GHB - Aparentemente, o GHB foi sintetizado a partir de uma mistura de fluido de bateria com detergente. Sejamos francos: você realmente quer tomar isso? Com tanta porcaria mais divertida - e relativamente menos agressiva - por aí, você quer REALMENTE enfiar esse lixo no seu corpo? Vai fundo, o corpo é teu mesmo. Mas pense por este lado: você já percebeu o que o simples contato de uma pequena porção de detergente faz com as sua pele? E o fluido de bateria? Sabendo disso você quer mesmo misturar essas duas coisas e enfiar goela abaixo? Vou perguntar mais uma vez e depois não vou perguntar mais nada: mesmo?

H

Heroína - Depois de Kurt Cobain e Trainspotting, a heroína ganhou todo um status de droguinha trimmassa da Europa, mas a verdade é que apesar de ser mesmo a melhor de todas, a heroína é a droga que cobra o preço mais fudido pelo prazer que fornece. Não existe usuário de heroína - existe apenas viciado em heroína, aquele cara que, cedo ou tarde, vai ter que enfiar uma agulha no pescoção ou na cabeça do pau, correndo o sério risco de causar uma gangrena se errar alguns milímetros na hora da aplicação. Outro grande problema é o fato dos usuários de heroína perderem rapidinho todos os dentes e também o amor-próprio, o que pode ser um grande problema na hora de arrumar uma nova namorada - o que geralmente acontece depois que a primeira bate as botas.

I

Ice - Como se o vício de se estar permanentemente conectado à internet já não fosse um hábito ruim o suficiente, ainda inventaram esse cubinho mágico que, acrescentado ao refrigerante de nerds gordinhos, produz euforia, energia e vigor. Na verdade, o ice é uma versão mais light - mas não muito mais light - da metanfetamina, um bagulho desenvolvido pelos japoneses na segunda guerra para distribuir entre os kamikazes antes de enviá-los para a morte em seus flamantes jatos Zero. A grande desvantagem da versão moderna da droga é o fato de nerds de computador não serem muito bons pilotos - descartando-se o Flight Simulator, é lógico. Isso elimina totalmente a finalidade inicial de toda a coisa.

J

Jurema - Se você não mora na Amazônia ou tem algum contato realmente muito bom com alguém que mora por lá, é possível que você jamais venha a saber que diabos é Jurema. Mas se você já deu uma lambida na seiva de gosto horrendo produzido por essa árvore obscura, é bem possível que você não recomende a experiência nem para o seu pior inimigo. Como no exemplo do Daime, essas drogas selvagens definitivamente não são para bundinhas da cidade grande como você. Contente-se com aquela alfafa amiga, aquela farinha batizada, essas facilidades do mundo moderno. Deixe a Jurema pra lá. Sério.

K

Ketamina - Durante muitos anos a ketamina era a droga de escolha dos doidões decadentes de Hollywood, já que era conhecida por provocar gigantescos pesadelos de até três dias. Nesse meio tempo - dizem - eles faziam a festa no anel de couro da gurizada mais distraída, ao som de Bauhaus ou dos primeiros álbuns do Cure. Nos anos 90, sob a forma de tranqüilizante para cavalos, a droga voltou com toda a força para o ambiente das pistas de dança. A julgar pelo físico, inteligência, aparência e, principalmente, o hálito de diversos freqüentadores dessas pistas, torna-se bastante compreensível a sua nova onda de popularidade. Inclusive pela sodomística da coisa.

L

LSD - Você não usou nenhuma droga psicodélica de verdade se você ainda não usou LSD. E mesmo que você tenha usado, são grandes as possibilidades de você ainda não tenha usado. A grande verdade é que grande parte do LSD vendido hoje em dia não é nem um pouco confiável. Ou você acha que alguém que tomou mesmo um microponto seria capaz de ficar seis horas pululando entre flashes de laser e ouvindo ininterruptamente viciantes loops de música eletrônica? Se tem alguém numa pista de dança que tomou mesmo uma figurinha, é aquele cara travadaço ali, sentadão no meio do povo, sendo pisoteado por todas aquelas plataformas clubbers com um sorrisão inabalável rasgado no meio da cara.

M

Mescalina - Depois dos livros do Castañeda, todo mundo acha que sabe o que é mescalina, mas se você ainda não passou quinze minutos comendo os medonhos botões de mescal, duas horas vomitando as tripas e outras vinte fugindo do temível Mescalito, você não tem a mínima idéia do que isso significa. Mais uma vez, nesse caso se aplica o algoritmo das drogas xamânicas: se você usa sapatos, não as use. Quem tem sapatos tem muito a perder. Lembre-se disso e mantenha distância de experiências dissociativas. Será melhor não só para você, mas para todos os envolvidos. Indivíduos sob o efeito de mescalina só são encontrados no México - outro lugar onde é bom que você não vá de sapatos.

N

Nitroso - Todo aparelho de anestesia conta com um pequeno módulo de óxido nitroso, mas apenas os dentistas ainda o usam como anestésico principal durante os procedimentos. O gás do riso, como é popularmente conhecido, pode ser uma opção bastante divertida se você tem algum contato quente na área médica mas torna-se uma prática perigosa se você tentar as vias não convencionais. Algumas pessoas tem a manha de furar uma latinha de chantilly e aspirar o nitroso lá contido através de um mecanismo artesanal. Algumas pessoas, não todas. Principalmente não você. Se você ratear, o gás não só não vai lhe provocar risos como ainda vai CONGELAR o seu pulmão. Não tenho a mínima idéia de como isso acontece ou a sensação que provoca, mas não parece nada agradável.

O

Ópio - Em viagem pela China, Tailândia ou alguma dessas outras jóias da prostituição oriental será a sua única chance de fumar ópio. Hoje em dia ninguém mais fuma ópio, fora os velhinhos com bafo de ginseng que habitam essas bocadas assombrosas. É de bom tom esperar que o véio ofereça a parada - coisa que acontece com freqüência. Pedir um trago ou tomar o pito da mão do ancião só vai lhe causar problemas. Tenha calma e parcimônia ou o único ópio que você vai experimentar será sob a forma de morfina, horas mais tarde, quando o funcionário da embaixada lhe contar sobre o triste incidente que aconteceu com as suas pernas naquela tarde, em um bairro pouco recomendado do subúrbio de Xangai.

P

- A cocaína ainda é a grande líder nas vendas de entorpecentes em todo o mundo. Não dá pra entender muito bem os motivos que levam alguém a enfiar um canudo na narina pra aspirar um pó branco que entra ardendo e cria um complexo de super-homem que se extingue em poucos minutos, mas suspeita-se que tenha a ver com um mau desenvolvimento da fase anal do sujeito. Isso também explica o porque de tantos cheiradores serem extremamente violentos e saírem quebrando o pau - e depois beijando a boca - de qualquer um que venha lhe chamar de puto. Resumindo: cocaína é muito gay. Só entre nessa se você quer acabar fornecendo o borogodó. Ou melhor: não entre nem assim. Vá fornecer seu brioco direto e pare de encher o saco.

Q

Queimar um - Depois de comer no Mc Donald´s, a atividade mais praticada pelos jovens na faixa dos 15 aos 25 anos é queimar um. Geralmente, quando se fala "queimar um" está se referindo à maconha, essa abençoada erva que caiu na desgraça de ser associada ao reggae. Se o reggae já deixa você lento, a maconha é o golpe final. Existem relatos de pessoas desenvolvendo velocidades negativas após misturar as duas coisas. Outro grande problema da maconha é o incrível futum que ela proporciona ao ser queimada. Maconheiros se conhecem pelo cheiro. Por outro lado, indivíduos sob o efeito da erva costumam ficar no canto deles, sem incomodar ninguém - a menos que estejam sem seda ou tenham esquecido como chegar em casa.

R

Rapé - Usar rapé já foi associado à nobreza e ao luxo, mas atualmente o conceito do pozinho de tabaco caiu bastante. Vendido em embalagens metálicas redondas a preços populares, o rapé vem em vários "sabores": menta, laranja, chocolate. Todos eles têm o mesmo efeito: produzem blocos de concreto perfumado dentro do nariz do consumidor. É isso. Ponto final. Você vai lá, dá um tecão fenomenal numa carinha de rapé e não acontece nada. No dia seguinte, você acorda com um cheirão de alguma coisa adocicada que não vai embora e a sensação de ter passado a noite alimentando-se exclusivamente de canela em pó. Enfie o dedo no nariz e prepare-se para o horror.

S

Salvia Divinorum - Da mesma família da inocente Salvia oficinalis (aquela que a tua mãe põe nos pratos mais rebuscados), ela também é conhecida como menta mexicana. Dizem que está em extinção, mas dá pra encomendar via internet. É uma droga muito bizarra - em doses baixas, provoca euforia e relaxamento como a maconha mas em doses maciças tem o poder de criar personalidades sobre-humanas, fazendo com que o vivente experimente a sensação de ser um semi-deus, viajar para outros mundos e conversar com entidades iluminadas. Dizem que durante a viagem, tudo que se ouve são os discos da Enya e quando você volta, sempre tem uns Wiccas te esperando pra fazer uns passes mágicos.

T

Tabaco - Convenhamos: isso é que é droga idiota. Se você fuma um cigarro, na melhor das hipóteses, ele te dá um bafo insuportável, dentes amarelos horrendos e uma aparência abatida o tempo todo. Na pior, degeneração completa do seu rico corpinho. Se esse fosse o preço a pagar por uma viagem louquíssima com milhões de sons nunca ouvidos, cores nunca vistas e sensações nunca experimentadas, ainda assim seria de se pensar. Mas porra: a nicotina não tem nenhum efeito a curto prazo. Na verdade, o cara só percebe que ela faz algum efeito quando ela faz falta. Mas que merda de droga é essa?

U

Uva - A uva não é uma droga propriamente dita, mas provavelmente é a mãe da mais popular de todas elas: o trago. Com o trago o cara sempre vai bem: até encontrar um marido furioso, um caminhão ou um degrau quebrado pela frente. Depois disso, é só tombo.

V

Valium - Se você é uma quarentona na menopausa, até entende-se que você consuma Valium ou algum outro barbitúrico. Você merece. Já criou seus filhos, aturou seu marido e a pressão da sociedade que a fez batalhar quatro vezes mais do que qualquer outro homem para atingir a metade dos seus objetivos. Agora, se você não é uma quarentona na menopausa, o que é que você quer com um Valium? Vai te criar, moleque.

X

Xarope - Alguns chamam o DXM, componente ativo mais famoso nos xaropes para a tosse, de "robô". Particularmente, não tenho a mínima idéia do porque desse nome. Também não sei o que tomar um vidrinho inteiro de xarope pode fazer com você. A única coisa que eu sei é que a dose ideal é muito difícil de ser atingida e se você errar, você vai parar no necrotério sem maiores sofrimentos. Ou seria com grandes sofrimentos? Agora não lembro. Fato é que tomar xarope pra ficar muito louco é o fim da picada. Bem capaz que não tem nem uma cachacinha de um pila ali na esquina pra comprar?

August 24th, 2006

Fire Island, AK

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Completando o post sobre o que fazer em noites quentes (também conhecidas como "cariocas" ou "australianas"), segue o...

TOP 5 COISAS PARA SE FAZER EM UM DIA FRIO

1. Churrasco
A única desvantagem de assar carne fora de aparatos tecnológicos sem alma campeira (fogões a gás e -argh- elétricos) é o calor incômodo nos dias em que a temperatura não te faz bater os dentes. Aproveite que não é o caso e saia em busca de lenha. Se você mora em regiões onde a madeira é rara e só se encontra pedaços de concreto e prostitutas (inteiras, espero) na rua, o lançe é improvisar:

Use revistas como combustível. Dê preferência para Caras, Veja, Isto É e Capricho, que queimam melhor. Deixe as Carta Capital, Bravo!, Cult e Playboy para casos de extrema necessidade.

Faça o fogo numa lareira. Se teu muquifo não tem lareira, arranje alguma placa de metal (não há desculpa para não conseguir isso nas cidades) para não queimar o piso e jogue as revistas em cima. O fogo é muito fácil de fazer, só evite usar álcool vagabundo de 40 e poucos porcento e tá tranqüilo. Abra bem as janelas e, acima de tudo, NÃO ABANE O FOGO. A papelada sairá voando e vai emporcalhar a casa inteira - ou, na pior das hipóteses, causar pequenos focos de incêndio que se tornarão grandes focos de incêndio e uma vergonha enorme quando os bombeiros chegarem.

2. Vódega
Existe uma razão pela qual os russos não vivem bêbados, e a razão é o frio. Agora é a hora pra encher a cara com bebidas altamente etílicas.
Pelo menos foi o que me disse aquele velho barbudo de sotaque estranho, com uma dúzia de Orloff pra vender.

3. Banho demorado
Tá, é uma desgraça tirar as roupas e correr pro banho para não morrer de hipotermia, mas depois que você entra fica tudo bem e não dá vontade de sair nunca mais. Como o tempo é de seca, procure utilizar banheira (ou ofurô, bacia, tina etc.) em vez de ducha. Dá até pra dormir lá dentro, enquanto a água não esfria muito. Ar condicionado e aquecedores elétricos ajudam a mant condicionado e aquecedores elétricos ajudam a manter a temperatura do ambiente.

Atenção: NÃO vá ao passo 3 depois do 2. Estando bêbado, as chances de tu inventar de colocar o aquecedor elétrico dentro da banheira quando a água começar a esfriar aumentam consideravelmente.

5. Andar de ônibus
É, todo mundo reclama de andar em ônibus tão cheios quanto trens indianos, mas quando a temperatura estiver -5º C tu nem vai ligar que o lotação faça juz ao nome. Mesmo assim, procure por uma janela, abra uma frestinha e fique ali. Vai por mim.

Circular

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1.
Eu prefiro - disse-lhe Ricardo uma vez - as radiantes às blasés.

Ele preferia as blasés, ou assim pensava.
Na verdade, preferia Ela. Seu equivalente da Afrodite grega, da garotinha ruiva de Charlie Brown. Ela, incidentalmente, era blasé. E pedante, e cínica, e frígida. Amém, amém, amém, rezava a Ela.

O tempo passou e Ela deixou de ser Ela. Incidentalmente, deixou de ser cínica e frígida e pedante. Louvada seja salve e salve, cantava a Ela. Que não se importava, ou ao menos não parecia se importar - continuava blasé.

Heroin is so blasé,
cantava como vocalista cover de Dandy Warhols.

Eu prefiro - disse-lhe Ricardo uma vez - The-andy Warhol's.

Ele também preferia, mas o nome da banda ficou sendo Candy Warholes.
O tempo passou e Ela sumiu. E ele encontrou elas.

Eu prefiro - disse a Ricardo uma vez - as radiantes às blasés.


2. ou circular-sul (ou lus-ralucric)
socorram me subi-no on-ibus em marrocos
Não sei se eu subi em Marrocos na segunda-feira passada, mas desci longe pra caralho.


3. ou Circo lar
- O que o Artista da Fome fez depois de dar um tapa na pantera?
- Viajou para outro mundo.

August 11th, 2006

4.4.

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I got a hand
So I got a fist
So I got a plan
It's the best that I can do
Now we'll say it's in God's hands
But God doesn't always have the best goddamn plans, does he?
(wolf parade - dear sons & daughters of hungry ghosts)
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